quinta-feira, 14 de junho de 2012

Projeto obriga empresa a contratar seguro para motoboy

Por Denise Madueño

Brasília - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou projeto que obriga as empresas que utilizam serviços de motoboy a contratarem seguro de vida e de invalidez permanente para os seus funcionários condutores. O seguro terá de ser custeado pela empresa e poderá ser de caráter individual ou em grupo. O texto aprovado fixa o valor do seguro em, no mínimo, 30 vezes o salário base da categoria ou o registrado em carteira, se esse for maior do que o piso.

O projeto tramita conclusivamente, o que significa que poderá seguir para votação dos senadores sem passar pelo plenário, exceto se houver recurso dos deputados para isso. O texto aprovado determina que o seguro deverá cobrir ocorrências relativas à morte ou à invalidez permanente por acidente do condutor. No caso de morte, os beneficiários serão mulher, filhos, pais, irmãos, seguindo a sucessão legal. O projeto aprovado inclui todos os veículos semelhantes à moto, como bicicletas motorizadas.

Estudo da Associação Brasileira de Medicina do Tráfico (Abramet) aponta que cada acidente com motociclista custa cerca de US$ 2,5 mil em operações de resgate, danos materiais, assistência médica, perda de vidas de pessoas em idade produtiva e despesas previdenciárias, segundo afirmou o relator do projeto na Comissão do Trabalho, deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA).

O relator cita ainda levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelando que os acidentes envolvendo motos geram despesas de R$ 685 milhões a cada ano. Neste total, segundo afirma Daniel Almeida em seu parecer, foram contabilizados os custos de horas paradas no trânsito, dias perdidos de trabalho, prejuízos com veículos e tratamento médico e danos irreparáveis à família, em caso de morte. "É de conhecimento de todos que as empresas que contratam motoboys impõem a eles tensão, estresse e angústia para darem conta das encomendas a tempo", acrescentou Almeida.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Fabio Luchetti vai presidir a Porto Seguro

Germano Lüders/EXAME.com

Jayme Garfinkel, fundador da Porto Seguro

Jayme Garfinkel, fundador da Porto: sua saída estava prevista no acordo de acionistas, assinado em 2009.

Garfinkel vai permanecer na presidência do conselho de administração. Segundo a empresa, ele vai “continuar contribuindo no dia a dia da companhia”. O substituto de Luchetti não está definido. Um dos cotados é o filho de Jayme, Bruno Garfinkel, responsável pela área de sinistros. Durante sua administração, Garkinkel transformou a Porto na maior seguradora de carros do Brasil. Foi ele quem costurou a associação com o Itaú, em agosto de 2009. Ele é considerado um dos homens mais riscos do mundo e neste ano integrou pela quarta vez o ranking da revista Forbes com fortuna avaliada em US$ 1,8 bilhão.

A família Garfinkel comprou a Porto em 1972 e no mesmo ano Jayme entrou na empresa, como assistente da diretoria. Em 1978, com o falecimento de seu pai, Abrahão, assumiu ao lado de sua mãe Rosa o comando da seguradora. Em novembro de 2004 a Porto abriu o capital na BM&FBovespa, operação que movimentou R$ 440 milhões. No primeiro trimestre deste ano, a Porto Seguro teve receita de R$ 2,7 bilhões e lucro líquido de R$ 138 milhões. A companhia tem 4,2 milhões de veículos segurados.


Vendas de seguros online

A venda de seguros online no Brasil esta longe de ser concretizada, atualmente existem sites informando que possuem cotações, vendas e comparações online, pura balela. Obter preço e comparar o maior do menor concordo que exista , mais comparar o melhor do pior ai que esta a grande questão.
A analise feita por cada seguradora são diferenciadas, cada uma adotou seu critério de aceitação, sendo assim as coberturas são diferentes também. Não podemos contratar seguros apenas por preço, é primordial entender a necessidade do cliente e adequar seu risco na seguradora que melhor o atenda, para isso existe o profissional "CORRETOR DE SEGUROS".
Sempre que pensar em contratar um seguro seja ele de auto, vida , saúde, empresarial, transportes, procure identificar um corretor de seguros que possua registro na SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) só assim estará seguro de sua contratação.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Seguro para óleo e gás é tema de evento

O Seminário “Soluções de Seguros na Indústria de Óleo e Gás”, que a Escola Nacional de Seguros realizará na quarta-feira, 20 de junho, em Santos, contará com especialistas que dividirão suas experiências nas áreas de exploração, produção, gerenciamento de riscos e seguros.
Um deles será o advogado e corretor de seguros Mauricio Leite, da ML3 Corretagem de Seguros, que mediará os debates ao final das apresentações. Ele também ministrará uma das palestras. “Abordaremos aspectos relacionados às oportunidades comerciais e dificuldades técnicas do mercado segurador para atuarem nesse importante segmento”, adianta.
Maurício explica que o seguro não deveria ser desprezado como instrumento de gestão, principalmente em um mercado sujeito a tantos riscos. “Contudo, por desconhecimento, dificuldades na colocação e transferência de riscos algumas empresas acabam recorrendo a esse instrumento somente quando são impelidas, seja por exigência contratual ou legal”.
Segundo o especialista, operadores menos consolidados e empresas de médio porte não costumam contar com gerenciamento de risco adequado ou com a assessoria de corretor profissional e especializado. Para ele, o reconhecimento da importância do seguro é mais comum nas grandes operadoras, em que é utilizado como instrumento de efetiva proteção.
“No momento que a Petrobras fecha seu programa de seguros para os próximos 18 meses, com um valor de garantia próximo dos US$ 130 bilhões e com prêmio da ordem de US$ 106 milhões, fica claro a importância da proteção securitária nesse setor”, observa Maurício, que também é docente da Escola.