quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Sudeste concentra 70% dos seguros piratas


Em nota oficial, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou hoje (26/10) que vem monitorando a ação das associações e cooperativas que vendem seguro irregular em todo país. De acordo com a autarquia, foram identificadas 300 entidades que comercializam a chamada “Proteção Automotiva”, principal segmento onde atuam, em 18 estados do país. Outras 23 empresas são conhecidas, porém suas sedes ainda não foram mapeadas.
Minas Gerais é o estado que concentra o maior número de empresas que vendem seguro pirata: 109 entidades foram localizadas no local. Em São Paulo foram registradas 50 empresas desse tipo e, no Rio de Janeiro, 32. Ao todo, a Região Sudeste concentra 70% das ações deste tipo de organização.
No Nordeste, a Bahia é o estado com maior número de cooperativas que vendem seguros piratas, reunindo 15 entidades. Pernambuco vem em seguida com nove. Em Sergipe foram encontradas duas. Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte tem uma cada.
No Centro Oeste, foram registradas as ações de 15 associações ou cooperativas em Goiás. No Mato Grosso e Mato Grosso do Sul foram identificadas uma em cada estado.
No Sul do país, Paraná, com nove, e Rio Grande do Sul, com cinco, foram as unidades da federação com maior atividade de venda de seguro pirata. Em Santa Catarina, foram registradas as atividades de três entidades.
Na Região Norte, a venda de seguros piratas se concentra, pelo levantamento da Susep, apenas no Pará, com o registro de duas entidades, e Maranhão, com uma.
A Susep ressalta que o estudo foi possível após o reforço da autarquia no setor de Fiscalização. Desde meados de 2011, o órgão conta com uma força-tarefa focada exclusivamente no combate ao seguro pirata. O atual superintendente, Luciano Portal Santanna, priorizou a desarticulação destes grupos que atuam vendendo seguro de forma irregular.
Enquanto em 2010 o número de autuações e processos administrativos chegou a 81 casos, em 2011 houve um salto para 192 ações. Até julho de 2012, já haviam sido realizadas 71 autuações.
A Procuradoria Federal junto à Susep vem ajuizando Ações Civis Públicas contra as entidades e 35 já foram ajuizadas, com dez liminares para encerramento imediato das atividades. A autarquia ainda conta com suporte técnico do Ministério Público, da Polícia Federal e da Receita.
“A Polícia Federal vem cumprindo mandados em diversos estados, tendo fechado 20 entidades irregulares e articulado a prisão de dirigentes”, reforça a nota assinada pela Susep