quarta-feira, 27 de junho de 2012

SUSEP cria grupo de trabalho para aperfeiçoar o seguro transporte e para desenvolver o seguro automóvel popular

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Luciano Portal Santanna.

Armando Luis Francisco: você criou grupos de trabalho para aperfeiçoar as regras do seguro transporte de carga e para desenvolvimento do seguro automóvel popular. Quais são os objetivos desses grupos?

Luciano Portal Santanna: Temos um compromisso com o desenvolvimento do mercado de seguros. Para isso adotamos algumas medidas de caráter geral, como no microsseguro, e outras voltadas para nichos específicos visando à redução de custos. É o que pretendemos com a criação desses grupos.

O segmento de transporte merece nossa atenção em face dos elevados índices de sinistralidade, que obviamente impactam nos preços e estimulam a atuação irregular de associações de caminhoneiros e até mesmo de aproveitadores. Além de fiscalizar e coibir com firmeza o mercado marginal, precisamos avaliar formas de viabilizar que nossas seguradoras ofereçam preços acessíveis.

Neste sentido, já deliberamos, por meio de resolução do CNSP, pelo fim da averbação simplificada, que facilita fraudes no sistema. Nossa fiscalização exigirá o cumprimento dessa regra tão logo seja exaurido o prazo de 1 ano para adaptação.

Quanto ao seguro automóvel, verificamos que uma parcela significativa dos veículos segurados está entre os que denominamos de novos, ou seja, com até dois anos de uso. A partir do terceiro ano há uma forte tendência de não haver mais contratação do seguro. Uma das causas, sem dúvida, é o preço praticado pelas seguradoras, que deixa de ser atrativo na medida em que não acompanha a natural desvalorização do automóvel e também o poder aquisitivo do perfil desses proprietários. O elevado custo na reposição das peças, em caso de acidentes aproxima o preço do seguro para veículos novos e usados.

Daí a ideia de, para veículos com mais de três anos de uso, desenvolvermos um projeto específico. Trata-se de tema especial que exige a maior atenção e responsabilidade. A criação de meios são os pressupostos para avançarmos nesse tema. Por enquanto, friso, está em estudo técnico e logo mais poderemos falar mais sobre este assunto.

Setor da construção lança seguro que garante entrega do imóvel

RIO DE JANEIRO - Um seguro que permitirá ao comprador a garantia de entrega do imóvel adquirido antes e ou durante a construção será lançado nesta quarta-feira...

Agência Brasil

RIO DE JANEIRO — Um seguro que permitirá ao comprador a garantia de entrega do imóvel adquirido antes e ou durante a construção será lançado nesta quarta-feira (27) no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic).

O Seguro Garantia de Entrega de Obra foi desenvolvido, durante quatro anos, em parceria com uma seguradora e uma resseguradora francesas, disse nesta terça-feira (26) à Agência Brasil o presidente da Cbic, Paulo Simão. “Ele dá a garantia ao consumidor de que vai receber a unidade que comprou pelo preço e nas especificações assinados no contrato inicial”, disse.

Paulo Simão avaliou que o novo instrumento dará segurança e tranquilidade também ao mercado. “Porque reduz os riscos da obra, tem benefício nas taxas de financiamento, facilita as vendas, o que diminui o custo de lançamento e de comercialização, além de ser uma garantia enorme para o mutuário”, ressaltou.

O presidente da Cbic admitiu que o seguro poderá ser aplicado também para os imóveis do Programa Minha Casa, Minha Vida, “com algumas modificações, porque o programa é coletivo e abrange a construção de muitas unidades”.

A câmara está pensando em adequar o produto nacional ao que já ocorre em outros países, onde o consumidor tem garantia de segurança após a entrega das obras por um período de dez anos em relação à qualidade do imóvel adquirido. “Isso ainda não incorporamos ao processo, mas já estamos estudando para, proximamente, fazer a adequação desse benefício. É um produto de vanguarda, que existe no mundo inteiro, inédito no Brasil”.