sexta-feira, 6 de julho de 2012

Grau de periculosidade deixa seguro de automóveis mais caro em Aracaju

11% dos assegurados na capital se envolvem em acidente no primeiro ano.30% da frota de Sergipe possui seguro.

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIP) confirma em pesquisa que o seguro de veículos é um dos maiores vilões da inflação. Dados apontam que o custo do seguro de veículos subiu mais de 1.000% desde a implantação do plano real. Muito acima do índice de preços ao consumidor, que foi de pouco mais de 250%.Em Aracaju, vários fatores pesam no preço final do seguro de veículos. “Entre os fatores o principal é o grau de periculosidade. De todos os veículos que compram uma apólice, 11% sofrem algum tipo de acidente no primeiro ano de aquisição”, explica Erico Melo, diretor do Sindicato dos Corretores de Seguro em Sergipe.

Vendas de veículos aumentam 4,1% em Sergipe, diz boletim
O empresário Irineu da Soledade Cruz reforça as estatíscas, mas no caso dele a situação foi ainda pior, já que não havia feito um seguro. “ No momento que eu comprei o veículo eu estava construindo uma casa e não tinha dinheiro para fazer um seguro. Pouco tempo depois um cidadão bateu no meu carro eu tive perda total”. Na compra do novo veículo ele não repetiu o erro. “ Já sai da loja com o veículo assegurado. Porque foi uma lição que eu tive”.A adesão de um seguro em Sergipe custa entre R$ 1.200 e R$2.500. O valor vai depender do modelo do carro, se é popular ou de luxo, e quais os benefícios ofertados ao condutor. Apesar da alta de preços 30% dos veículos em Sergipe tem seguro e 90% dos carros novos já saem das lojas assegurados.
A corretora Silvia Nogueira alerta que o motorista deve pesquisar “ O ideal é discutir de forma detalhada todas os benefícios que o seguro escolhido pode lhe oferecer”.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Seguros de pessoas somam R$ 7 bi de janeiro a abril

Os seguros de pessoas arrecadaram R$ 7 bilhões nos quatro primeiros meses deste ano, montante 13% superior ao registrado em igual intervalo do ano passado, conforme dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), antecipados à Agência Estado. O seguro de vida respondeu pela maior parte dos prêmios somados no período de referência, R$ 3,1 bilhões, elevação de 5,47%, na mesma base de comparação.

Já o seguro prestamista, produto que garante o pagamento de prestações de bens adquiridos pelo segurado em caso de morte, invalidez e desemprego, totalizou R$ 1,6 bilhão em prêmios, alta de 17,91%. Enquanto isso, a modalidade seguro desemprego teve o maior crescimento relativo, de 294,59%, e R$ 47,6 milhões em prêmios no período.

O seguro educacional teve alta de 108,97% e R$ 12,4 milhões em prêmios. Conforme a Fenaprevi, entidade que representa 74 empresas que comercializam seguros de pessoas e previdência, devido ao maior número de viagens entre janeiro e abril deste ano, o seguro viagem expandiu 18,67% e fechou o período com R$ 16,5 milhões em prêmios.

No ranking das seguradoras, a Bradesco Seguros ocupou a primeira colocação no setor de seguro de pessoas, respondendo por 17,33% dos prêmios arrecados entre janeiro e abril deste ano. Com pouca diferença, o Grupo BB/Mapfre ficou em segundo lugar, com uma fatia de 17,17% da indústria. Em seguida, ficaram Itaú (12,95%) e Santander Seguros (12,61%).

Resultado mensal - Quando considerado apenas o volume de prêmios arrecadado em abril, o mercado de seguros de pessoas movimentou R$ 1,7 bilhão, avanço de 10,55% ante igual mês do ano passado, segundo a Fenaprevi. Destaque para seguro desemprego, que cresceu 109,55%, com prêmios de R$ 10,5 milhões, e o seguro de viagem, com alta de 61,46% e R$ 4,1 milhões em prêmios.